segunda-feira, 28 de junho de 2010

EmERgiR

Por vezes perco-me e
Naufrágo no meio do oceano.
Deixo-me ir bem ao fundo e
Contemplo a beleza das profundezas.
...
A natureza dotou-me com o desejo de emergir.

domingo, 20 de junho de 2010

Olha os meus olhos de frente...

...
Quem tem uns olhos assim
E quer fingir que o desdem,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d'alguém...

Por isso vai caminhando...
E se queres a muita gente
Demostrar que me despresas
Olha os meus olhos de frente!...

Florbela Espanca

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Procuro-te

No ano passado li, desta mesma autora, o livro “Nunca me esqueças” e tenho a dizer que adorei, é um dos melhores que li. É óbvio que quando vi que este livro tinha sido publicado, soube de imediato que o tinha de ler!

Como tenho um amigo que adivinhou os meus desejos de leitura recebi-o como prenda de Natal. (obrigada, querido Filipe!).
Infelizmente, ainda demorei algum tempo até pegar nele, mas assim que tive oportunidade não hesitei e mergulhei na leitura.

Tudo começa nos dias de hoje, com o falecimento da mãe adoptiva de Daisy, que antes de morrer a incentiva a procurar a sua mãe biológica. De repente somos transportados para os anos 50/60 onde nos é apresentada a família Pengelly, com as suas virtudes, defeitos e desgraças. As vidas de Ellen e Josie, duas irmãs, tornam-se o tema central da história, e a forma como as consequências das suas escolhas vão influenciar, muitos anos mais tarde, a vida de Daisy é sem dúvida uma coisa fascinante.

É uma história fascinante que envolve três vidas e um destino. Mas é acima de tudo a forma ponderada e bem organizada como a história é contada que cativa o leitor.
Fico ansiosa por uma nova publicação de Lesley Pearse.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

sE

Se
tu
viesses ver-me hoje
à tardinha,
...
E
me
prendesses toda
nos teus
braços
...

Florbela Espanca

sábado, 5 de junho de 2010

Tomorrow


Amanhã
vou ser um jornal antigo, sem abrigo num banco de jardim com vista para o mar.
Amanhã
morrerei em voz baixa e recomeçarei por mim própria na página seguinte .


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Se(m)ntido...

...porque nem tudo faz sentido... por mais que lutemos para que algo faça sentido não conseguimos... e depois, depois não depende só de mim para que faça sentido...eu preciso de algumas pistas, nem que sejam escassas ou breves mas, preciso que me expliques o sentido da tua atitude...  a imaginação ultrapassa-me e não consigo imaginar uma razão um sentido... o ser é feito sem sentido... e sem sentido nos mantemos... até que me voltes a falar e o tudo faça sentido no fim... enquanto isso não acontece eu vou dando voltas ao coração para ver a melhor posição para ele sossegar e não sofrer tanto...